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terça-feira, 28 maio 2019 14:09
Atualidade

Imuno-Oncologia move-se além dos inibidores de checkpoint

O uso de inibidores de checkpoint expandiu transversalmente na Oncologia, mas não são os únicos tipos de tratamento imuno-oncológicos sob investigação. A sessão de educação “Beyond Checkpoint Blockade: An Update on Engineered T-Cell Therapy and Neoantigen Vaccine Application” vai juntar peritos para discutirem sobre outras imunoterapias que poderão melhorar os outcomes dos doentes. A sessão irá tomar lugar dia 3 de junho, entre as 11h30 e as 12h45, no Hall D, e será moderada pelo Prof. Doutor Gianpietro Dotti, da Universidade da Carolina do Norte.

Nesta sessão de educação vários tipos de imunoterapia aplicados ao tratamento do cancro serão abordados por diferentes especialistas.

A Dr.ª Stephanie L. Goff, do National Cancer Institute Center for Cancer Research irá falar sobre a terapia de linfócitos T que infiltram tumores (TIL). “Os linfócitos que crescem e prosperam dentro do tumor podem ajudar-nos a identificar como o sistema imunitário de um doente aprendeu a ‘ver’ o seu cancro”, afirmou a especialista, acrescentando “podemos usar esse conhecimento para construir tratamentos celulares altamente personalizados”. Respostas com este tipo de terapia foram observadas em diversas malignidades, incluindo melanoma, colangiocarcinoma, cancro do cólon e cancro da mama.

O desenvolvimento de vacinas com neoantigénios é outra estratégia que irá ser discutida pelo Prof. Doutor Patrick A. Ott, do Dana-Farber Cancer Institute. Os neoantigénios que surgem de mutações somáticas providenciam alvos específicos do tumor para uma vacina contra o cancro especializada. Os ensaios clínicos com essas vacinas têm demonstrado resultados promissores, tanto sozinhos como em associação com inibidores de checkpoint.

Outra área de investigação é a terapia com variações do recetor das células T (TCR) – CAR-T ou TCR exógeno –, através de engenharia genética. Este tópico será discutido pelo Dr. Cassian Yee, do MD Anderson Cancer Center da Universidade do Texas. “O objetivo de terapia ‘off-the-shelf’ é possível com esta abordagem, contudo seria naïve assumir que a tradução da terapia CAR-T de tumores líquidos para tumores sólidos ocorra de forma direta”, disse o Dr. Cassian Yee, explicando que “existe flexibilidade limitada para produzir células T geneticamente modificadas porque requer um conhecimento prévio do TCR ou do fragmento variável da single-chain e uma aprovação regulatória rigorosa”.

Por último, será dado foco à terapia endógena de células T, que envolve células T provenientes do sangue periférico de um doente. “A oportunidade de selecionar a partir de um amplo reportório de TCR e gerar células T memória CD4+ e CD8+ com especificidade definida tem vantagens sobre outras modalidades”, defendeu o Dr. Cassian Yee, acrescentando “tecnologias capazes de isolar células muito raras antigénio-específicas do sangue periférico e expandi-las para milhares de milhões têm sido usadas no tratamento de muitos tumores sólidos”. O especialista explicou ainda que tem havido muito poucas toxicidades graves associadas a este tipo de terapia, que não tem o requerimento de linfodepleção de alta-dose ou elevada dose de IL-2 e pode ser considerada como uma terapêutica ambulatória.

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