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terça-feira, 28 maio 2019 14:16
Atualidade

O ensaio clínico MATCH encontra alterações genéticas-alvo mais frequentes do que previsto em cancro pediátrico

A sequenciação de tumores em crianças, adolescentes e jovens adultos com cancros refratários revelou que, em vez dos 10% previstos, 24% de um total de 400 doentes do ensaio MATCH apresentaram uma alteração genética que poderia ser tratada por, pelo menos, um fármaco-alvo investigacional avaliado em ensaios clínicos.  O update do estudo irá ser apresentado no Encontro Anual da ASCO 2019, no dia 2 às 8h24, na sessão de Oncologia Pediátrica II .

A expectativa de 10% de taxa de concordância antes do início do ensaio MATCH baseou-se na experiência de estudos de investigação específicos de doença pediátrica, a maioria dos quais se tinha focado nos cancros pediátricos recentemente diagnosticados, e não em tumores refratários ao tratamento.

O ensaio clínico NCI-COG pediátrico MATCH é o primeiro estudo a nível nacional de Oncologia de precisão pediátrica para doentes com cancros que não responderam a tratamentos standard. O ensaio, constituído por 422 doentes com idades entre os um e 21 anos (mediana de 13 anos) e com tumores sólidos ou hematológicos, procura identificar as alterações genéticas específicas de cada cancro dos doentes; tratá-las com fármacos-alvo (independentemente do tipo de cancro) e avaliar o impacto dos tratamentos. Os fármacos avaliados incluíram:

larotrectinib- alvo: NTRK

erdafitinib- alvo: FGFR

tazemetostat- alvos: EZH2 e outros genes SWI/SNF

LY3023414- alvo: via de sinalização PI3K/MTOR

selumetinib- alvo: via de sinalização MAPK

ensartinib- alvo: ALK ou ROS1

vemurafenib- alvo: BRAF

olaparib- alvo: defeitos na reparação do ADN danificado

palbociclib- alvo: genes do ciclo celular

ulixertinib- alvo: via de sinalização MAPK

O estudo mostrou que 24% dos doentes eram elegíveis para o tratamento com um dos 10 fármacos disponíveis no ensaio.

Além das amostras de tumor, amostras de sangues estão também a ser sequenciadas como parte do estudo, de modo a verificar se cada uma das alterações genéticas identificadas em cada tumor são hereditárias e se requer avaliações genéticas adicionais para o doente e família. Estes resultados podem apoiar os clínicos a informar as famílias sobre risco de cancro, necessidade de teste genéticos adicionais e estratégias de screening para a prevenção do cancro.

“O nosso estudo mostra que nós podemos criar com sucesso um ensaio de screening molecular a nível nacional para crianças, adolescentes e jovens adultos, com cancros que têm sido resistentes ao tratamento”, disse o Prof. Doutor Will Parsons, professor associado da Oncologia- Pediátrica do Baylor College of Medicine, em Houston, Texas. Por sua vez, a Dr.ª Nita Seibel, responsável das Terapêuticas aos Tumores Sólidos Pediátricos no ramo de investigações clínicas do Programa de Avaliação de Terapêuticas para o Cancro do NCI, acrescentou: “Estamos encorajados, por estes resultados preliminares que sublinham o valor da colaboração público-privada, em compreender e tratar cancros que ocorrem em crianças, adolescentes e jovens adultos”.

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