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quarta-feira, 29 maio 2019 10:55
Atualidade

A utilização dos big data para melhorar o tratamento do cancro

Com o avanço dos big data nos últimos anos, surgiu a oportunidade de explorar a vasta quantidade de dados disponíveis para melhorar o tratamento do cancro. Na Reunião da ASCO 2019, a 3 de junho, duas sessões de Educação vão debruçar-se sobre o tópico: “The impact of Big Data Research on Practice, Policy, and Patient Care” e “Employing Big Data and Predictive Analytics to Determine Patient Risk in Oncology”. A moderação ficará a cargo do Prof. Doutor David A. Chambers do National Cancer Institute e do Dr. Justin E. Bekelman da Universidade da Pensilvânia, respetivamente.

Na sessão “The impact of Big Data Research on Practice, Policy, and Patient Care”, o tópico de discussão será sobre a investigação envolvendo diferentes fontes de dados e as oportunidades e desafios em trabalhar esses dados. Por um lado, vai-se aprofundar sobre os esforços para agregar os dados dos diversos ensaios clínicos para melhorar o poder estatístico, de modo a compreender quais os doentes mais propensos a responder aos tratamentos e/ou a experienciarem eventos adversos. Por outro lado, vai-se mostrar como a análise de dados dos sinistros de seguros pode, da mesma forma, ajudar a compreender os outcomes dos doentes, bem como a qualidade da prestação de cuidados oncológicos.

“A investigação em big data tem o potencial para assegurar que os doentes com cancro recebem os tratamentos mais eficazes, independentemente do local onde o recebem, o que é extremamente difícil uma vez que os tratamentos se têm tornado mais personalizados e complexos”, afirmou o Prof. Doutor David A. Chambers.

Na “Employing Big Data and Predictive Analytics to Determine Patient Risk in Oncology”, os sistemas de análise preditiva e o desenvolvimento de algoritmos nos cuidados de saúde e em particular na Oncologia serão discutidos de forma detalhada. Adicionalmente, a sessão também irá abordar os desafios destas ferramentas e as lacunas principais no seu desenvolvimento, tal como a ausência de standards.

“Será que os sistemas de aviso irão afetar o tratamento do cancro? Será que vão originar melhores outcomes para os nossos doentes? Isso é o que realmente interessa”, defendeu o Dr. Justin E. Bekelman. “Já estamos a viver numa era de análise preditiva; a grande questão agora é como desenhar e demonstrar que estas análises avançadas melhoram realmente o tratamento do cancro”, concluiu.

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