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segunda-feira, 03 junho 2019 22:43
Expert Insight

Avanços promissores na área digestiva e urológica

Oncologista no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, a Dr.ª Andreia Capela veio como congressista à ASCO, onde seguiu com particular atenção as sessões temáticas dedicadas às neoplasias do foro urológico e do foro digestivo, duas das suas áreas de interesse. Em entrevista partilhou as suas impressões sobre os novos dados clínicos apresentados, nomeadamente no impacto da imunoterapia no cancro gástrico. Assista ao vídeo.

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Começando por recordar que o cancro gástrico é uma das neoplasias em que se verifica “muito mau prognóstico”, foi com expectativa que seguiu as apresentações de estudos para este tipo de doentes, nomeadamente, aquelas que disseram respeito à utilização de agentes de imunoterapia, “que já está a correr em muitos fases e em muitos settings”.

Destacando a apresentação do Keynote- 062, “em primeira linha para cancro gástrico”, a especialista comenta este ensaio “muito ambicioso, com três braços, com muitos outcomes, incluindo estratificação de risco”. Como explica “o estudo foi positivo na comparação de pembrolizumab versus quimioterapia”, ainda que não confirmado no braço deste inibidor de checkpoint em associação com quimioterapia. Mas “no contexto de pembrolizumab em monoterapia versus quimioterapia os resultados foram entusiasmantes”, afirma, ressalvando ser necessário um maior amadurecimento dos resultados.

Aspetos valorizados pela Dr.ª Andreia Capela no Keynote-062, sobretudo em tendo novas introduções farmacológicas, são os dados relativos à segurança e à toxicidade, verificando-se no referido ensaio que as “toxicidades são muito inferiores à quimioterapia”, estando em consonância com a informação já conhecida sobre a segurança da imunoterapia.

No que diz respeito aos tumores urológicos, nomeadamente no tratamento do cancro da próstata, a Dr.ª Andreia Capela destacou o estudo TITAN, sobre a utilização da apalutamida para a doença metastizada hormonossensível, apresentado no terceiro dia da ASCO, e simultaneamente publicado no New England Journal of Medicine, prova da robustez deste estudo. Como afirmou “trata-se de um fármaco a acrescentar ao armamentário terapêutico”, enquanto aguardava pela sessão plenária na qual foi apresentado o estudo ENZAMET.

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