MSDASCO 2019 - data

terça-feira, 04 junho 2019 17:36
Expert Insight

Cancro do pulmão: dados consolidados na melhoria da sobrevivência e qualidade de vida

Congressista veterana da ASCO, a Dr.ª Bárbara Parente continua a entusiasmada com a dimensão qualitativa e quantitativa da evidência mostrada este evento sem comparação. Após a apresentação de dados revolucionários para o cancro do pulmão, em edições anteriores, este ano assiste-se à consolidação desses resultados com melhorias notáveis na sobrevivência global dos doentes e respetiva qualidade de vida, tantos em doentes em fases avançadas da doença, como nos que são submetidos a cirurgia.

Vídeo

“É muito gratificante para quem trabalha na área do cancro do pulmão ver como nos últimos anos a situação de alterou completamente” começa por dizer a pneumologista que há décadas acompanha doentes com cancro do pulmão e avalia os saltos qualitativos para esta neoplasia. “Efetivamente ao nível da doença avançada e da doença metastizada não temos aqui este ano nenhum estudo que tenha saído e que nos venha alterar a nossa atual prática clinica, mas temos sim a consolidação do que algum tempo a esta parte temos vindo a fazer, nomeadamente na doença metastizada, que parece estar a mudar o paradigma dos cinco anos de sobrevida. Hoje doentes com doença metastizada ultrapassam aquilo que até agora eram sobrevidas baixas”, salienta a Dr.ª Bárbara Parente no que diz respeito aos dados resultantes dos ensaios clínicos com inibidor de checkpoint, pembrolizumab.  “Temos agora aqui sobrevidas extraordinárias e, além de tudo mais, o que importa referir com muita qualidade de vida. É o nosso doente que vive bem” sublinhando um dos aspetos maiores preocupação dos médicos que lidam com estes doentes, “porque, de uma forma geral este tipo de fármaco, não tem toxicidades significativas e efeitos colaterais” e nos casos em que surgem eventos adversos, como explica, são manejáveis já que “ os conhecemos bem e estamos muito atentos e tratamo-los bem” .

Há ainda um outro grupo de doentes de cancro do pulmão, os que são submetidos a cirurgia,  para os quais foram apresentados dados positivos, como aproveita a Dr.ª Bárbara Parente para acrescentar “ que mesmo na doença operada, portanto, na doença de ressecção cirúrgica estiveram aqui imensos trabalhos, quer em estratégia neoadjuvante quer adjuvante da cirurgia” que na sua opinião irão marcar a diferença e mostrar que é possível “mesmo nos doetnes submetidos a cirurgia, conseguir aumentar a sobrevida e a qualidade de vida”, afirma.

Subscrever Newsletter do Congresso

Agenda

mai31
13:00
S504
mai31
14:45
100bc
mai31

Área Reservada