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quarta-feira, 05 junho 2019 17:31
Expert Insight

Uma nova esperança para doentes com neoplasias hepatobiliopancreáticas

Estreante na ASCO, a Dr.ª Soraia Martins pode ter a entusiasmante experiência de ouvir em primeira mão os estudos mais impactantes e a ciência de ponta da Oncologia internacional, salientando os dados mais importantes na área das neoplasias do foro digestivo. Assista ao vídeo.

Vídeo

A interna de 4.º ano de Oncologia no CHULN – Hospital de Santa Maria, dentro dos seus interesses, destaca a área hepatobiliopancreática como tendo “algumas novidades importantes, uma das quais o estudo POLO, apresentado em sessão plenária, é muito importante”.

 Como explica, em entrevista, trata-se de um “estudo de fase III em doentes com cancro do pâncreas metastático com mutação na linha germinativa no gene BRAC1 e BRAC2.” Tendo estes doentes tinham feito tratamento prévio, o endpoint primário deste estudo “foi tempo livre de progressão o que foi atingido. A terapêutica de manutenção com olaparib permitiu a mediana de 7,4 meses vs 3,8 meses no braço de controlo. Isto significa uma redução do risco de progressão em 47 por cento, o que é bastante importante nestes doentes.  Estamos a falar de um tempo em que os doentes ficam sem quimioterapia o que tem impacto na qualidade de vida destes doentes”, sublinha a Dr.ª Soraia Martins.

Perante estes resultados, a interna manifesta a necessidade de uma postura de cautela na interpretação dos mesmos, pelo facto de o estudo não ter sido positivo em termos de sobrevida global, no entanto esse não foi o endpoint primário e “e temos de referir ainda que é uma maturação inferior a 50 por cento”, acrescenta ser, portanto, “ainda precoce para avaliar este endpoint”.

A importância do estudo e sua relevância mantêm-se por se tratar da “primeira terapêutica dirigida, da primeira terapêutica de manutenção e primeira terapêutica de não quimioterapia, numa doença com um prognóstico muito reservado” enumera.

Além do contexto metastático, houve novos dados apresentados contexto localizado, nomeadamente os resultados do ensaio APACT, para o qual foram recrutados doentes em Portugal e “estes estavam a ser aguardados com entusiasmo”, afirma a interna de Oncologia. “Trata-se de um estudo de fase III randomizado de terapêutica de adjuvância em doentes operados com cancro do pâncreas localizado”. Como explica em vídeo,  apesar do endpoint primário -  tempo livre de doença -  não ter sido atingido, a sobrevida global foi positiva, apesar desse não ter sido  o desenho do estudo. 

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