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terça-feira, 04 junho 2019 17:34
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Impacto dos recetores hormonais em doentes de cancro da mama HER2+

“Biological behavior of HER2+ breast cancer: Differences based in hormone receptor expression” é título do abstract de uma equipa do Instituto Português de Oncologia do Porto que foi aceite na ASCO 2019 como eposter. Em representação dos autores, a Dr.ª Cristina Oliveira explica este estudo retrospetivo levado a cabo pela Dr.ª Maria João Ribeiro da Silva. E comenta ainda um importante tópico abordado nas sessões de cancro da mama na ASCO. Assista ao vídeo.

Vídeo

Em nome da primeira autora do abstract aceite, a especialista do IPO do Porto explana esta análise que “incluiu 420 doentes e focou-se no subgrupo de HER2+” e pretendeu perceber “qual a diferença do impacto da positividade ou não dos recetores hormonais” nestas doentes. O trabalho avaliou dois grupos, “as doentes HER2+ com recetores hormonais positivos e as HER2+ mas com recetor hormonais negativos e assim tentou perceber o diferente comportamento biológico destes subgrupos”.

De forma geral, estudo verificou que “as doentes com recetores hormonais negativos com positividade para o HER2 apresentam um comportamento mais agressivo. Estas doentes tiveram maior tendência para metastização visceral em detrimento de metastização óssea - que se verifica muito mais nas doentes com positividade nos recetores hormonais”, assim como um maior número de recidivas e  uma taxa de sobrevivência menor. 

A especialista ressalva a necessidade de alargar o estudo a um período mais alargado, “até porque cinco anos agora é pouco, dada a sobrevivência dos doentes de cancro da mama. Mas é um início para se investigar nesta área”, conclui.

Extensão da hormonoterapia discutida na ASCO

No que diz respeito às sessões a que assistiu na ASCO, sobretudo em torno do tratamento adjuvante, a especialista da clínica da mama do IPO Porto destaca as comunicações que se focaram “na extensão da hormonoterapia para além dos cinco anos, completando os dez anos”, estando demonstrada o benefício na sobrevivência global”, sendo que as doentes que mais beneficiam desta extensão são as doentes com doença ganglionar positiva. No entanto, ressalva que estudos documentam uma “taxa considerável de desistência destas doentes que viram ser estendida a terapêutica devido às toxicidades”, deixando a nota que esta extensão deve ser dirigida a doentes de alto risco.

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